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Ver só, verso.

Posted by Helena Chermont on 9:55 PM in
Deixe que se faça dia sobre aquela escuridão em que caímos, que se faça sombra no excesso de queimaduras do sol. Deixe que eu me entregue sem meios tropeços, meios arranhões enquanto me amas sem meias verdades, meias palavras, meio coração. Deixe que eu ame, enquanto durar, sem deixar que eu me perca no abismo que encontro e desencontro em você, no ritmo que ouço e que não ouço em seu peito, deixe que eu me encontre depois de um passageiro não saber. Quis nunca te deixar, nunca te perder. Passageiro. Não. Saber.

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Saber Viver

Posted by Helena Chermont on 10:44 AM in
Não sei... Se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura... enquanto durar.






Confesso que as coisas estão desorganizadas demais pra postagens autorais agora, mas logo elas chegarão, prometo.

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senti mental

Posted by Helena Chermont on 11:09 PM in
O quanto eu te falei que isso vai mudar, motivo eu nunca dei.
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você não vai me livrar de viver.

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paliativa? medicina definitiva pra todos os gostos.

Posted by Helena Chermont on 4:06 PM in ,
Nada melhor do que começar essa sobreposição de ideias com um dos pensamentos mais claros de um ex-Beatle nada conhecido, imagina.. ninguém menos que Paul McCartney disse que a música é capaz de curar. Numa dessas noites me deparei com a citação usada por ele pra expressar essa capacidade da arte enquanto música, não lembro na íntegra agora, por isso trouxe apenas a ideia. Mas a indagação mesmo é ''Qual a utilidade da arte?''.
Por várias vezes me deparei com essa pergunta na esfera da arte com a qual era envolvida, então... nunca respondi. Hoje, um pouco distante, me proponho. Digo que a arte não tem utilidade. Não aquela prática ou imediatista, como uma planta de engenharia, por exemplo. Simplesmente não tem. O fim da arte é em si mesmo e o preconceito contra o artista parte justamente daí, da dificuldade de encontrar a resposta sobre uma utilidade própria. Por muitas vezes foi complicado dizer que a arte não é útil no sentido pragmático, mas dizer que não é útil, não é o mesmo que dizer que não possui função. Sim, a arte possui função. Esta é transcendente, ao passo que uma mancha de tinta ou um gesto no palco simbolizam estados da consciência humana.
A arte tem, muitas vezes, fins terapêuticos, apesar de não só trazer a conexão da mente humana com o mundo artístico quando esta sofre com a perda de alguma habilidade, também é uma forma de coligar as sinapses neurais com o movimento envolvido pela estética, com os estímulos externos no que diz respeito a interação e/ou público e a capacidade de criação. Além de ser uma bela de uma válvula de escape.
Através de outra ótica, a arte traz indícios sobre a vida. Traz marcada consigo a história, cultura e costumes de seus respectivos povos, estejam estes vivos ou extintos. A História hoje não reconheceria metade das civilizações antigas materialmente comprovadas se não fosse pela arte que eternizaram.
A arte permite a relativização do olhar humano, o entendimento 'das sociedades' através de suas manifestações. Criticando ou reafirmando valores, como por exemplo através da arte moderna de 22, ou mesmo da arte urbana contemporânea grafitada e apagada dos muros.
Presente na educação juvenil, nos desparates da escrita, do desenho, da escultura, do movimento, da tinta sobre os olhos dos homens. Presente nas cores, nas curas, nos sons. É complicado dizer que a arte não guarda utilidade, mas guarda, explicitamente e muito bem guardado, corações pulsantes, inteiramente doados e apaixonados.

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so no leve

Posted by Helena Chermont on 12:07 AM in
Quero me perder, agora a noite, na prolixidade dos meus pensamentos. Tenho desse problema. Eles explodem simultaneamente aqui dentro e, no fim das contas, fragmento-os em uma ou duas palavras quando os três melhores motores da escrita são evidentes: insônia, tristeza e amor. Evidentes? Hum! Quando o universo ainda está sendo generoso comigo! Ah sim, ele e eu temos uma relação estreita de conspiração. Os astros me disseram que perdoo rápido demais, mas não esqueço nunca. Lembro de poucas coisas e isso não é virtuoso. E que é fácil se perder meio a ausência de palavras da minha calmaria, aos mistérios dela, disseram ao me rotular de Câncer. Além de tudo não se esqueceram de me contar que sou cheia de amor, a paixão que em poucas e aproveitáveis vezes entra em erupção, e que ele é tão profundo em mim que nem mesmo eu o encontrei! Para tocá-lo é preciso estar mesmo disposta a mergulhar e eu, agora, não sei. Não há nada que mais me irrite do que 'mal resolvimentos'. Favor não manter contato comigo quando este se fizer presente. Adoro pessoas egoístas! Acho incrível a tendência que tenho de me aproximar delas! Odeio pessoas disponíveis demais, devo ter somente uma ou duas na soleira da vida que carrego. Eu sou, acima de tudo, um ser sem significância e dos mais humanos, daqueles que acreditam fielmente que a democracia é o governo de vários! E que mentirinhas são perdoáveis. Que as teorias conspiratórias da Segunda Guerra Mundial murmuram entre as paredes com pouca convicção e ainda acho que duas pessoas possam mesmo se relacionar, dá pra acreditar?
'A comunicação é improvável', deve ter sido a frase mais célebre que ouvi no último semestre e a que mais faço questão de concretizar na seara da minha situação de convivência... digamos! Falo diante a todos sobre o que eu quero, o que eu sou, me mostro, transpareço o que posso e, mesmo assim ainda é tão difícil me compreender, estou consciente disso. "Falo bem diante de você, e você está longe de entender".
Sou paciente demais e às vezes intensa. Aliás, sou intensa demais e às vezes paciente. No fim das contas, todo paciente intenso.. ou intenso e paciente é resoluto e colérico, faz das tripas coração pra conseguir realizar o que quer. A palavra é certa e cortante: efemeridade. Paciência acaba assim como textos.

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Novas ordens:

Posted by Helena Chermont on 1:26 PM in
A vida é curta... quebre regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca deixe de sorrir por mais estranho que seja o motivo. A vida não pode ser a festa que esperávamos, mas enquanto estamos aqui, devemos dançar.

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au sente

Posted by Helena Chermont on 5:26 AM
Não mais sei se dor é o que passou, se acredito no que vejo, no que sinto ou no que ouço. Se me confundo em outros ventos que sopram de ti... sopram coisas que cada vez sei de menos, menos sei e mais ardem.

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